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CPI da Saúde da Câmara "termina em pizza"

Data: 22/08/2018

O único voto contrário ao pedido foi do presidente da Comissão, que disse que vai encaminhar toda a documentação obtida para Ministério Público e Polícia Federal - Marcello Medeiros

Marcello Medeiros

Meses de investigação, muitas denúncias e problemas que persistem até hoje na área da saúde em Teresópolis... Porém, a Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada pela Câmara Municipal para apurar supostos desvios e desmandos na gestão do prefeito anterior não chegou a lugar nenhum. Alegando perda do prazo legal e levantando outros questionamentos em relação ao procedimento instaurado no ano passado, Mário Tricano conseguiu o arquivamento do CPI contra seu governo e secretários que passaram pela essencial pasta. Com o pedido apresentado junto à Procuradoria do Legislativo, a grande maioria dos vereadores optou pelo simples arquivamento de uma investigação que poderia auxiliar a esclarecer porque a saúde é um dos setores mais precários do município. O único voto contrário ao pedido foi do presidente da Comissão, que nesta terça-feira relatou ao jornal O DIÁRIO e DIÁRIO TV que vai encaminhar toda a documentação obtida com meses de trabalho para órgãos como Ministério Público e Polícia Federal. 
“Importante destacar que a CPI foi concluída dentro do prazo, mas por falta de quórum (visto que seis vereadores foram presos e a casa ficou sem produção por cerca de dois meses) tivemos que aguardar a chegada dos novos vereadores, dos suplentes, para assim o relatório ser submetido ao crivo do plenário dessa casa. Infelizmente, o ex-prefeito entrou com requerimento alegando decurso do prazo e a CPI acabou sendo arquivada pelo plenário, com meu voto contrário. De qualquer forma, todo o procedimento, tudo que foi apurado na Comissão Parlamentar de Inquérito essa semana será encaminhado ao Ministério Público, Federal e Estadual, e para a Polícia Federal, para que esses órgãos competentes aprofundem ainda mais as investigações de tudo que foi apurado ali e acabe por final responsabilizando as pessoas que lesaram o nosso município”, pontou o vereador Maurício Lopes. 
Mesmo com mais uma CPI “terminando em pizza” na Câmara, um dos questionamentos levantados em relação ao modelo de gestão aplicado na saúde municipal, bastante prejudicial aos usuários do SUS, terá um desdobramento nesta quarta-feira.  A partir das 19h acontece audiência pública com funcionários da UPA e postos de saúde da família, profissionais que tiveram seus direitos trabalhistas ceifados com a saída da organização social contratada pelo governo Tricano e que ainda questionam os valores pagos atualmente, em contratos feitos direto com o município.
“Esperamos a presença de todos os profissionais da saúde. Essa audiência acontece a pedido de alguns deles, para colocarem junto ao executivo problemas que eles estão vivendo, como atraso no salário e defasagem do piso da categoria. É um assunto importante e necessário discutir aqui com representante do governo municipal, do novo secretário de Saúde para chegar a solução para esses profissionais que vem sofrendo bastante por conta dessa ABBC, que foi embora deixando muitos profissionais sem seus direitos trabalhistas, enfim tudo que foi apurado na CPI será colocado também nessa audiência publica”, enfatiza Maurício.

“Prefeito dos empresários”
Na sessão ordinária desta terça-feira, foram votadas moções e indicações diversas, a grande maioria sobre temas que há anos se arrastam sem solução nas mais diversas comunidades, como a falta de iluminação pública, por exemplo. Dois pontos do debate de ontem chamaram a atenção. O primeiro, quando o vereador Raimundo Amorim questionou o problema no calçamento de vias e afundamento do sistema de manilhas em diversos bairros – problema denunciado pelo jornal O DIÁRIO na edição do último fim de semana – e cobrou que o prefeito Vinicius Claussen “não governe apenas para os empresários”. “Ele não foi eleito para a ACIAT, a eleição já passou, tem que prestar conta para o município”, destacou.
Mesmo com o arquivamento de uma CPI que tratava especificamente do caos da saúde, com indicações de problemas gerados pela administração anterior e que poderiam nortear novos rumos para o setor, o tema foi novamente discutido. Representantes da Comissão de Saúde do Legislativo falaram sobre vistoria na Unidade de Pronto Atendimento, a falta de medicamentos e insumos e sobre uma caminha de pedido doações feita em redes sociais nos últimos dias. “A UPA é um funil, tem uma porta aberta muito grande e pouca saída”, disse Hygor Faraco.

 

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