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Correios ameaçam iniciar greve em todo o país

Data: 30/07/2019

Funcionários dos Correios podem cruzar os braços por conta de reivindicações não atendidas pela empresa na mesa de negociação e por falta de reajuste salarial e contra a retirada de direitos históricos da categoria - Arquivo ? Agência Brasil

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) anunciou nesta terça-feira (30) que os funcionários do setor em todo o país podem cruzar os braços a partir das 22h desta quarta-feira por conta de reivindicações não atendidas pela empresa na mesa de negociação e falta de reajuste salarial e contra a retirada de direitos históricos da categoria. O comunicado sobre a possibilidade de interrupção dos serviços foi encaminhado ao presidente dos Correios, Floriano Peixoto. Hoje representantes de funcionários dos Correios programaram visita ao Tribunal Superior do Trabalho, que tenta fazer uma mediação para impedir a greve.
De acordo com Fischer Moreira, secretário de imprensa da Fentect, a categoria protesta contra o baixo reajuste salarial e também contra a retirada de direitos históricos da categoria, como a exclusão de pais como dependentes no plano de saúde dos funcionários. Outro ponto de alteração nos convênios será o aumento na coparticipação, que hoje está por volta de 30%. Algumas das reclamações são: Exclusão do Vale Cultura; Redução do adicional de férias de 70% para 33% ou redução do adicional noturno de 60% para 20%; Redução de quatro tickets fornecidos mensalmente; Exclusão do Vale Extra (Ticket Peru); Exclusão do Vale Refeição nas Férias (pagando apenas o Vale Cesta); Exclusão do Ticket nos afastamentos; Redução de 200% para 100% no trabalho em dia de repouso; Aumentar o compartilhamento dos tickets, passando de 0,5% para 5, 10 e 15%, conforme NM e NS; Aumentar 50% a mensalidade do Postal Saúde; Aumentar a co-participação (de 30% para 40%) nos procedimentos médicos; Alterar a cláusula de responsabilidade civil em acidentes de trânsito, acabando com a comissão paritária; Índice de reajuste de 0,8% do INPC.
Apesar do indicativo de paralisação, os trabalhadores não descartam novas negociações. Os Correios estão em meio a uma possibilidade de privatização, defendida pelo presidente Jair Bolsonaro. Os planos do governo, por enquanto, são de investir esforços na reforma da Previdência, enquanto as privatizações ficariam para um segundo momento. O representante da Fentect questiona ainda a base aliada do governo no Congresso Nacional, que estaria divulgando informações inverídicas sobre a empresa. “Não necessariamente a privatização vai trazer preços mais acessíveis, inclusive para regiões periféricas, e a precarização de serviços vai ser ampliada. A gente sabe que existe esse fantasma da privatização e combate essa perspectiva”, diz.
A Fentetec continua orientando “que os sindicatos realizem suas assembleias de acordo com o calendário de lutas e, em caso de atraso nas negociações, aprovem o indicativo de greve para que o vencimento do atual Acordo Coletivo não venha a prejudicar a categoria e nem atrapalhar a mobilização em todo o país”.

 

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