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Comércio: CDL monitora situação e continua buscando um caminho

Data: 09/05/2020

"O comércio está sendo solidário, está junto com a população, para que nós possamos reabrir no momento certo e não acontecer como a gente vem observando em algumas cidades, onde elas reabrem e devido a uma intimação voltam a fechar de novo. Isso é muito ruim", enfatiza Igor Edelstein

Paola Oliveira 

A pandemia do coronavírus trouxe para o Brasil não só uma crise na saúde, mas uma grande instabilidade econômica. Em Teresópolis, as medidas restritivas prolongadas pela prefeitura mantém o comércio fechado, trazendo ainda insegurança para os empresários da cidade pelo fato de não existir sequer uma data prevista para retorno das atividades.  “Essa é a resposta que mais quero dar de antemão, se possível. Porque diariamente entre 100 e 150 comerciantes me ligam, me mandam WhatsApp, me cobram para que a gente tenha essa data que possibilite o comércio se organizar para uma retomada e a retomada da economia. Mas, infelizmente, tivemos o prolongamento do decreto municipal que mudou do dia 07 para o dia 13”, explica o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Igor Edelstein. “A nossa expectativa de reabertura não é muito grande. Porque entendemos que existe um tripé para essa reabertura. Esse tripé representa, nossa curva epidemiológica que deve estar achatada, número de leitos com pelo menos 50% vazios, que é a solicitação do Ministério da Saúde e o último é a população se conscientizar que agora, nesse momento onde a crise vem se agravando ainda mais, não só de número de mortos no Brasil, mas também o número de infectados e leitos disponíveis em Teresópolis”, completa. 
Igor defende que a volta do comércio só deve acontecer quando realmente houver segurança para todos. “Nós estamos trabalhando para uma reabertura, mas não estamos discutindo para abrir agora, estamos amadurecendo a ideia porque sabemos que a retomada é muito importante e o nosso comércio infelizmente já está intubado, passando por diversas dificuldades. Comércios tradicionais, grandes estão fechando. Pode ter certeza que muitas das pessoas não voltarão com o seu comércio” e lembra que “A última análise do IBGE sobre o comercio abrangeu o primeiro trimestre, de janeiro a março. Em março as demissões ainda foram muito pequenas porque o comércio encerrou suas atividades no dia 23 de março. Então muita gente segurou sua equipe, evitando as demissões e aguardando as medidas provisórias que possibilitaram a suspensão dos trabalhos e aguardando a possibilidade de voltar o seu comércio. Então eu acredito que infelizmente os meses de abril e maio vão trazer dados alarmantes e que preocupe o município e os teresopolitanos”, lamenta. 

Alternativas
A CDL, junto com os empresários, informa que aguarda para retornar no melhor momento, pensando não só na economia como na saúde de todos. “O comércio está sendo solidário, está junto com a população, para que nós possamos reabrir no momento certo e não acontecer como a gente vem observando em algumas cidades, onde elas reabrem e devido a uma intimação voltam a fechar de novo. Isso é muito ruim”, enfatiza Igor, citando também que uma nova realidade está por vir. “Com certeza mudarão os parâmetros como o horário de atendimento. Certamente quando o comercio voltar não funcionará das 09h ás 18h30 que é tradicional. E a restrição quanto ao número de clientes dentro de estabelecimento também acontecerá nesse primeiro momento”.  
Enquanto as atividades não retornam, os lojistas buscam outras alternativas para manter as vendas no formato online.  “Nós estamos aderindo esse formato quase que desesperadamente. O delivery é melhor do que nós não termos opção. É o ideal? Não é. É um alento que nós temos para conseguir sair de uma venda que é zero para uma venda que não significante suficiente para que a empresa possa sobreviver. É um primeiro passo, mas a necessidade do nosso município é sim de uma reabertura gradativa e responsável”, alega.
E mesmo com a dificuldade do mercado, Igor conscientiza a todos sobre a gravidade de se expor. “É o momento que precisamos ficar em casa, cuidar dos idosos, das pessoas que possuem doenças preexistentes, para que nós possamos após esse momento de superação sair e reativar a economia como um todo”.  

 

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