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Cerca de 80% das empresas tiveram faturamento drasticamente reduzido

Data: 19/05/2020

Frederico Moreira Gomes, contador e sócio da FMG Contabilidade

Paola Oliveira

As novas medidas de restrição anunciadas pelo governo municipal que entraram em vigor nesta segunda-feira, 18, apresentaram uma redução de circulação de pessoas nas ruas da cidade na faixa dos 30%, segundo fala do prefeito em uma emissora de televisão. Porém, mesmo com um retorno aparentemente positivo, alguns serviços foram afetados negativamente por essa ação. Frederico Moreira Gomes, Contador e sócio da FMG Contabilidade, conversou com nossa reportagem sobre o momento atual das empresas locais e a necessidade de se adequar às exigências da PMT. “Agora temos que fazer com a jornada de trabalho de 50% dos colaboradores, porque eles vão trabalhar dia sim e dia não por causa do rodízio de CPF, o par e o ímpar. Então isso trouxe uma nova demanda. Eu fico mobilizado e sensibilizado porque a atividade de contabilidade ainda não foi dita como essencial, então no meu escritório temos que fazer um rodízio de CPF”, disse o contador. 
Frederico explica porque as atividades da empresa foram mantidas de forma presencial e não no formato home office. “Eu tenho a tecnologia, está tudo pronto, eu posso até trabalhar home office se eu precisasse, mas eu não pedi que isso acontecesse através do ITI, e no meu caso especial as minhas preocupações tinham a ver com a documentação de clientes não sair do escritório e que esse manuseio da informação continuasse em um lugar específico, bem como as pessoas interagirem umas com as outras. Essa troca, essa interatividade ela se perderia no caso do home office”, defende.  “Como estamos falando de pandemia ninguém está preparado em pensar em fazer uma estrutura para isso. Na verdade, eu já tinha pensado na possibilidade, mas nunca pensei que isso seria uma verdade em minha vida”, afirma. 
O contador defende a profissão, que segundo ele deveria ser classificada como serviço essencial. “Nós trabalhamos para todos os perfis de empresas, então tudo isso que envolve qualquer tipo de empresa a demanda acontece no escritório de contabilidade, fora inúmeras declarações e prazos que não foram exatamente prorrogados que nós temos que entregar”.

Momento econômico
Além disso, com a instabilidade econômica e redução das atividades, as demissões e diversas solicitações neste momento têm sido ainda mais requisitadas. “As tarefas, o nosso dia a dia tem tido uma demanda muito crescente na área trabalhista por causa das medidas provisórias 937936. Nós só fizemos entregar essas demandas de uma forma muito absurda, eu diria assim, porque tomou muito de nós, da concentração e do tempo. Com detalhe de que muito daquilo que estávamos vivendo era novidade e as perguntas eram muitas e as respostas eram quase nenhumas. As que nós tínhamos dúvidas nem os advogados poderiam nos orientar por mais que nos perguntássemos, e nós perguntamos”, ele alega. 
A crise econômica gerada pelo coronavírus, assim como no país e no mundo atingiu os empresários da cidade, segundo Frederico a porcentagem de redução do faturamento já é consideravelmente grande. “Cerca de 80% das empresas tiveram seus faturamentos reduzidos a zero ou muito reduzidos ou pouco reduzidos, mas vamos entender que os poucos reduzidos são a minoria” e “algumas empresas encerraram suas atividades, em algumas situações porque já havia o interesse e agora era o momento, já muitos empresários não tem condições de manter e fecharam suas portas”, disse. “Todo mundo está pagando a conta, os colaboradores das empresas estão pagando a conta, as demissões estão acontecendo porque não existe receita futura, de um norte. Ninguém sabe quando isso passar e quando chega uma vacina”.

Experiência própria
O contador representa um dos casos confirmados da doença no município. No final do mês de abril ele foi diagnosticado com o vírus que só atestou positivo no segundo teste. “No dia 24 eu me ausentei do escritório porque não estava me sentindo bem, com tosse e dor de cabeça. Eu fiz um teste de Covid-19 no dia 27, fui ao laboratório e paguei para fazer só que deu negativo. Passar o tempo, no dia 30 eu fui ao hospital e fiz os exames e constatei que tinha coronavírus de fato. Comecei o tratamento e logo nos primeiros dias não apresentava mais febre e dor de cabeça” e alerta que “o problema da nossa cidade não é só na nossa cidade, tem a ver com o estado, com todo o país. Não tem testes e os testes que estão sendo feitos, que nem o meu, não dão 100% correto no primeiro”.
Mesmo com as circunstancias, Frederico acredita que lá na frente a retomada das atividades terá de voltar, porém de forma diferente. “De forma nenhuma acho que nós vamos deixar de salvar vidas deixando as empresas abertas com todos os cuidados, inclusive acho que as mudanças irão acontecer, quais são eu não sei, mas que irão acontecer irão”. 

 

 

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