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Cavalos soltos e também em risco na região da Posse

Data: 07/11/2019

Nesta quinta-feira pela manhã, retornamos ao local e encontramos quatro cavalos vagando entre a Cascata do Imbuí e o final da Posse, acesso de Campo Grande - Marcello Medeiros

No final da tarde da última terça-feira, o condutor de um Renault Sandero de cor cinza se viu obrigado a fazer manobra brusca para evitar colisão com um cavalo solto na Estrada José Gomes da Costa, outrora conhecida como Estrada da Posse, e acabou sofrendo um acidente de trânsito. Ele caiu dentro do Rio Príncipe no trecho da Cascata do Imbuí e poderia ter se machucado gravemente. A situação, segundo moradores da região, tem sido frequente: Muitos animais vagando noite e dia na apertada e naturalmente já perigosa via, que sofre ainda com muitos buracos e pouca iluminação pública. “Infelizmente isso é muito comum. Deixam os bichos soltos, pastando, colocando motoristas em risco, além dos próprios animais poderem ser atropelados e até morrerem por conta dessa inconsequência do proprietários e incompetência da prefeitura em resolver”, relata a moradora Carolina Barreto, em mensagem encaminhada para a redação do jornal O DIÁRIO e DIÁRIO TV. Nesta quinta-feira pela manhã, retornamos ao local e encontramos quatro cavalos vagando entre o ponto onde o Sandero tombou, na Cascata, e o final da Posse, acesso de Campo Grande.
Em vários momentos, registramos motoristas se surpreendendo com os animais em trechos de curva, quase se envolvendo em colisões. “A gente desvia do buraco e quase bate no cavalo”, gritou um deles. Os animais seriam de moradores da região que, para reduzir a despesa com alimentação, teriam costume de deixa-los soltos, pastando, em todos os bairros da região. Também há reclamações do tipo no Parque do Imbuí, onde moradores de um sítio estariam agindo da mesma maneira frequentemente. Em Campo Grande, registramos até duas vacas em via pública. Essas, porém, estavam amarradas com uma pequena corda em poste.
O assunto em questão, apesar de bastante delicado, pois envolve risco de vida para os motoristas e os animais, não é nenhuma novidade. Em agosto passado, publicamos reportagem mostrando que havia muitos cavalos soltos na região do bairro do Alto, destacando justamente os maus tratos aos animais e riscos de acidentes para motoristas, visto que eles estavam cruzando diversas vias com grande movimentação. “Há anos o fato é reclamado ao poder público, mas nem sequer campanhas de conscientização com os proprietários são realizadas – visto que o município assume a incapacidade em recolher e dar destinação correta aos bichos. Também não é algo novo a informação que boa parte desses cavalos é explorada nos fins de semana, para passeios com turistas, e, ‘nos dias que não tem utilidade’, solta em via pública para se alimentar de grama ou qualquer coisa que encontrar pelas calçadas”, registrou o jornal. Na ocasião, flagramos um cavalo comendo lixo na Rua Augusto dos Anjos, em 40 Casas, mesmo local que, em novembro do ano passado, havíamos encontrado outro exemplar solto e com grande machucado em uma das orelhas. 

Promessa de solução
Em resposta a reportagem publicada pelo Diário em 28 de agosto, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura informou que estava em andamento, com ajuda da iniciativa privada, a reforma e adaptação de uma carretinha para transportar até dois cavalos. “Assim que disponível o veículo, será realizado chamamento público para firmar contrato com currais de apreensão de animais de grande porte, através de licitação”, destacou a PMT em nota que chegou à redação do jornal. Também de acordo com o documento, atualmente o recolhimento de animais de grande porte é realizado pela Secretaria de Segurança Pública, em atendimento a solicitação de verificação de abandono de animais em via pública, a fim de evitar danos ao animal e acidentes envolvendo usuários do sistema viário. “As denúncias devem ser apresentadas à Ouvidoria Municipal (por telefone, portal da PMT ou aplicativo E-ouve) que vai gerar um número de protocolo para acompanhamento pelo denunciante. Após a denúncia, a Ouvidoria encaminha a solicitação para a COPBEA, que analisa a situação, e, dependendo da avaliação feita, encaminha o caso ao órgão responsável”, explica o governo Claussen. 
Tanto nos casos de animais de pequeno porte, como cachorro e gato, quanto de grande porte, a orientação é que se busque identificar o proprietário do animal, a fim de notificá-lo sobre a inadequação da conduta, aplicar multa e advertência quanto a recolha compulsória em caso de reincidência. As características do animal deverão ser registradas para fins de controle e formação de cadastro municipal. Em novembro do ano passado, foi implantada no município a Coordenadoria de Proteção e Bem-estar animal (COPBEA), Lei 3.714 de 08/10/18, órgão encarregado por receber e analisar denúncias envolvendo suspeita de maus tratos a animais domésticos.


O condutor de um Renault se viu obrigado a fazer manobra brusca para evitar colisão com um cavalo solto na Estrada José Gomes da Costa e caiu dentro do Rio Príncipe,  trecho da Cascata do Imbuí

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