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Casos de estelionato registram aumento em Teresópolis

Data: 24/12/2019

Equipes da Polícia Militar reforçam o patrulhamento nas ruas neste período natalino em que há aumento de pessoas e dinheiro circulando no comércio

Marcus Wagner

De acordo com números informados pelo Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP) o crime de estelionato registrou um crescimento em Teresópolis neste ano de 2019. Segundo o setor de estatísticas da Secretaria de Estado de Segurança, de janeiro a outubro deste ano, já foram 264 comunicações de casos de golpe na 110ª Delegacia de Polícia. 
Comparando somente estes 10 meses pesquisados com todo o ano de 2018, o número de casos cresceu aproximadamente 28%, pois de janeiro a dezembro do ano passado o total de casos de estelionato ficou em 207 ocorrências levadas ao plantão da Polícia Civil do município. Conforme o apurado por este levantamento, o mês com maior número de registros foi abril, 43, ou seja, mais de um ataque por dia. 
São frequentes os casos de “saidinha de banco”, onde as pessoas, principalmente idosas, são abordadas com promessa de algum tipo de benefício e, no final, acabam perdendo grandes valores. Recompensas por produtos encontrados e supostos bilhetes premiados da loteria são alguns dos tipos mais comuns de abordagem. 

Época perigosa
Neste final de ano, com o período de compras de Natal, os golpistas encontram um ambiente propício para agir, por isso as autoridades redobram a atenção e colocam um efetivo maior nas ruas para dar apoio à população. Mesmo assim, é importante que cada um esteja sempre preparado para abordagens de oportunistas.
“Se possível, não levar grande quantidade de dinheiro, não realizar saques de altos valores, faça opção por transferência. Para as pessoas de idade, eu recomendo que só conte dinheiro dentro da agência, em local reservado, utilizem aquelas bolsas que ficam escondidas por dentro da roupa. Também não acreditar em histórias para usar cartão de crédito porque tem muitas fraudes nesta época contra idosos. Tivemos casos assim ano passado de pessoas fingindo estarem passando mal, simulando a venda de algum produto, com criança de colo e a vítima acaba deixando a segurança de lado. Esperamos ter um final de ano tranquilo, feliz e com o mínimo de ocorrências possível”, enfatizou o Comandante do 30° BPM, Coronel Marco Aurélio. 

Subnotificações
Mesmo com a repetição das táticas dos golpistas, que são divulgadas pelas autoridades de segurança para alertar a população, o número de vítimas ainda cresce e com isso estima-se que o número real de casos possa ser ainda maior, pois muita gente fica com vergonha por ter caído na conversa e não faz o registro. 
Muitas vezes, a ganância não deixa a pessoa raciocinar sobre a situação em que está envolvido, como a história do bilhete premiado da Mega-Sena, em que um suposto ganhador alegar que não tem como fazer o saque do prêmio por estar com o nome sujo e vende o bilhete por um valor irrisório.
Outro fator que favorece a ampliação desse tipo de delito é o avanço tecnológico, pois os bandidos acabam se aproveitando da busca por praticidade daqueles que querem a prestação de serviço sem sair de casa, como pagar contas, fazer cadastros, compras, entre outros. Os golpistas conseguem então uma grande oportunidade para obter dinheiro fácil, se aproveitando das informações deixadas pelos usuários em seus aparelhos de celular para realizar transferências, pagamentos ou compras.

Cuidados importantes
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta que é importante tomar cuidado com as informações compartilhadas, especialmente na internet. Ofertas tentadoras escondem, às vezes, links maliciosos que capturam dados pessoais. “Desconfie das promoções com preços muito menores do que o valor real do produto. Os criminosos aproveitam a empolgação dos consumidores, com a oportunidade de um bom negócio, para aplicar golpes”, atenta o diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban, Adriano Volpini. Sites e e-mails falsos, ligações e mensagens são algumas das artimanhas usadas pelos golpistas para enganar as pessoas e ter acesso a informações pessoais, como nome completo, CPF, número de cartões de crédito e dados bancários.

Atenção com preços em conta
A pessoa recebe um e-mail ou mensagem com ofertas tentadoras. Ao clicar, é direcionada para um site falso. Acreditando ser uma página confiável, ela fornece dados sigilosos, como número de cartão de crédito e senhas. Com essas informações, os bandidos realizam transações, burlam bloqueios de segurança, desbloqueiam novos cartões e realizam a confirmação de dados pessoais da vítima. Outro esquema muito utilizado pelas quadrilhas, diz a Febraban, envolve aplicativos maliciosos. O golpe também começa com o envio de um e-mail suspeito com um link. Ao clicar, um vírus se instala no dispositivo dando acesso total aos bandidos. Com essa técnica, comumente chamada de phishing, eles conseguem acessar dados como nomes de usuário e senhas e realizar transações.
Segundo a Febraban, as quadrilhas de phishing também costumam usar as redes sociais para ter acesso às informações das vítimas. Os criminosos usam perfis falsos com ofertas tentadoras de produtos mais baratos, promoções para ganho de pontos e milhagens e recadastramentos de segurança, usados como artifício para a captura de dados dos clientes.

Tecnologia pode ajudar
A grande popularidade dos smartphones despertou a atenção das quadrilhas que passaram a criar golpes específicos para essa plataforma. É o caso do golpe da clonagem de WhatsApp, em que os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado. Uma medida simples para evitar que o WhatsApp seja clonado é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas” (Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas). Desta forma é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo aplicativo.

 

 

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