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Capitão América conscientiza crianças fluminenses sobre Covid-19

Data: 20/03/2021

Divulgação Estado

"O super-herói mais próximo do cidadão é o policial. Ele está em todo lugar". A frase poderia até encerrar um filme do Capitão América, popular personagem do cinema e das histórias em quadrinhos. Mas, por trás da já tão conhecida roupa azul e do escudo impenetrável, está Everaldo Pinto, policial militar do Rio de Janeiro. Com roupa e, principalmente, discurso de herói, o sargento dedica horas de sua vida à conscientização de crianças sobre a importância do combate ao maior vilão da humanidade, a Covid-19. 

Na cidade de Petrópolis, onde mora, ninguém tem dúvidas de seus superpoderes. Os dois filhos pequenos são testemunhas e maiores fãs, claro. Na Região Serrana e na Baixada Fluminense, ele também já tem seguidores. Aos 44 anos, o sargento equilibra o trabalho na corporação, atuando na Corregedoria da Polícia Militar, com o de herói infantil. Tem sido assim desde o início de 2020, quando comprou uma motocicleta e uma fantasia do Capitão América.

- Em casa, já sou pai e personagem. Mas a brincadeira de fim de semana ficou mais séria. Agora, compartilho com outras crianças – diz o herói, há 24 anos na PM.

Vestido de Capitão América, ele sai aos fins de semana para visitar crianças da Região Serrana e da Baixada. Os pedidos costumam vir dos pais que, durante a pandemia, buscaram nas redes sociais uma forma de os filhos interagirem com o mundo externo. De boca em boca, de Instagram em Instagram, a coisa foi crescendo. Muitos pais passaram a procurar o perfil do sargento na internet para solicitar uma visita do herói. E aí a magia aconteceu.

- As crianças também sentem medo e precisam ser acolhidas, algumas não entendem o motivo do isolamento. É preciso também ter um olhar especial aos autistas e aos portadores do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), me dedico a eles sempre que posso – explica.

A rotina da família mudou com os inúmeros pedidos enviados diariamente ao Capitão sargento (ou sargento Capitão?). Além das visitas presenciais, seguindo todos os protocolos de saúde, o policial grava entre 20 e 30 vídeos personalizados por semana para enviar aos pequenos pela internet. Já teve até gente de São Paulo e Brasília pedindo vídeos para seus filhos. 

Com seu escudo, seu discurso e sua sensibilidade, ele chega às casas ou celulares das crianças e explica, de forma lúdica, sobre a importância do combate à Covid-19, da escola e da alimentação. Everaldo também já foi chamado para lidar com temas mais sensíveis, como a perda de parentes próximos e o luto nas famílias.

- Se a gente puder oferecer um pouco de tempo e cuidado, nossas crianças serão mais felizes. Esse também é meu trabalho como policial militar, humanizar e aproximar os pequenos da nossa corporação - avalia. 

O herói também recebe pedidos inusitados: 

- Uma família me pediu ajuda com o filho, que tinha medo de gambá. Mandei um vídeo explicando para o menino que a vida do animal devia ser preservada.

Antes de correr para mais uma missão, de policial e de herói, ele deixa seu recado mais simples e objetivo:

- Sempre use máscara e higienize as mãos.
 

Palavras de Capitão América.

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