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Caminhada e banho de cachoeira na Estrada do Garrafão

Data: 26/01/2018

O grande e fundo poço é ideal para o mergulho, mas é preciso tomar cuidado com as pedras nas margens (Foto Marcello Medeiros)

Na estação mais quente do ano, encarar longas caminhadas ou fortes escaladas não é muito recomendado. Afinal, não faz bem para nosso corpo trabalhar no limite em condições climáticas extremas, principalmente se o termômetro “estiver batendo lá em cima”. Mas, como para quem curte os esportes outdoor não dá também para ficar parado mesmo no Verão, a dica é buscar opções mais curtas ou que permitam um refresco pelo caminho. E assim é a Estrada do Garrafão, antigo caminho quase que paralelo à Rio-Teresópolis, no trecho de Serra, onde é possível praticar exercício e tomar um banho de cachoeira no mesmo passeio.

Já fiz esse trajeto algumas vezes e, recentemente, conduzi meu irmão Rodrigo Medeiros pela primeira vez nessa “aventura” que mistura caminhada em trilha e estradas e mergulhos em diversos poços ao longo da descida. Para quem gosta de caminhar, a dica é deixar o carro atrás do restaurante Paraíso da Serra, próximo ao quilômetro 90 da rodovia. E é ali que começa a descida. Basta continuar pela estradinha, já cercada pelo remanescente de Mata Atlântica. Pouco tempo depois, quando a rua parece acabar, se pega à esquerda, em uma trilha.

Esse trecho é bastante fechado e tem muitas pedras soltas, pelo fato de ser caminho de água. São cerca de cinco minutos assim, até a pequena via aparecer novamente. Após aproximadamente dois quilômetros de descida, estamos bem perto da famosa curva do Garrafão, na Serra. Mas é continuar descendo, para, alguns metros depois, já se deparar com a melhor parte do trajeto.

Muitas quedas e poços

Pouco após um pequeno bar, deve-se ficar atento. A entrada para as cachoeiras é à esquerda, tendo como referência o sítio Sibelle. São pouco mais de cinco minutos de trilha até a primeira maravilha, o Véu de Noiva do Garrafão, duas grandes quedas que lembram o adereço feminino... O barulho e força da água impressionam. No sábado, encontramos um grande grupo fazendo rapel nessas quedas, atividade muito comum nesse período. Na sequência do rio Iconha, mais uma pequena cachoeira e um poço bastante fundo, ideal para quem gostar de mergulhar. Nesses casos, nunca é demais lembrar, é importante tomar cuidado com as pedras no entorno e fundo, logicamente. O ideal é primeiro fazer um reconhecimento da área para evitar acidentes, que podem ser fatais.

Nesse “núcleo” de cachoeiras, há várias quedas e locais para se refrescar, como o Poço da Hidromassagem, também um pouco abaixo do Véu. Além da dica sobre o mergulho, outras orientações importantes quando se frequenta esse tipo de local são os cuidados com as pedras escorregadias e trombas d´água. Na segunda situação, é preciso ficar de olho na formação de nuvens no alto da serra e no aumento rápido do volume da água. Ah, também se deve ter em mente que ambientes naturais não contam com salva-vidas... Então saber seus limites é fundamental!

Segue a trilha

Daria facilmente para ficar horas nas gélidas águas que descem das nossas montanhas, mas nosso objetivo era chegar até o centro de Guapimirim. Então, bora tocar para baixo. Seguindo pela Estrada do Garrafão, na próxima bifurcação o caminho é para a direita. A via vai estreitando novamente e, pouco depois, vira uma trilha. E quando as residências e outros apetrechos feitos pela mão do homem começam a ficar para trás, o caminho fica ainda mais bonito. Em alguns momentos, lembra o acesso da Pedra do Sino, mas com diferenças promovidas pela inclinação e altitude do terreno. Árvores de grande porte, serapilheira bem composta e um rio cortando a trilha são um excelente lenitivo no momento que o joelho começa a sentir um pouco a longa descida. 

“Chapa esquenta”

A antiga Estrada do Garrafão atravessa área de amortecimento do Parque Nacional da Serra dos Órgãos termina na Estrada da Concórdia, que dá acesso a bonita cachoeira e poço do mesmo nome, outro point bastante procurado nessa época do ano. Só de escutar o barulho da queda, deu vontade de sair do nosso roteiro... Mas como o objetivo era pegar o ônibus das 13h15 de volta para Terê, tocamos para baixo. O caminho da Concórdia leva até a Estrada do Limoeiro, nessa localidade guapiense. E, nesse momento, o calor já é forte e estamos sem a cobertura vegetal sobre nossas cabeças. Mas a caminhada já está quase acabando. Doze quilômetros depois, chegamos ao nosso objetivo! Ufa! Mais cansados pelas condições climáticas do que pela aventura em si. E quando estávamos no carro da Viação Teresópolis de volta ao ponto inicial, já batia a vontade de voltar para as cachoeiras... E esse é o sinal de que foi bom!

Se quiser saber mais sobre esse passeio, visite uma das reuniões sociais do Centro Excursionista Teresopolitano, o CET, todas as quartas-feiras, a partir das 20h30, na loja da Sociedade Pró-Lactário – número 555 da Avenida Lúcio Meira, na Várzea. O e-mail da coluna é o marcello@odiariodeteresopolis.com.br

Nos trechos mais planos da trilha, a serrapilheira fica mais bonita e compõem o lindo cenário

 

 

 

 

 

 

 


Que beleza! E no meio do caminho, um pequeno rio corta a trilha. Mais uma parada para aliviar o calor

 

 

 

 

 

 

 


Nesse ponto, o caminhante deve pegar à direita. Dali até o Centro de Guapi ainda são mais 8 quilômetros aproximadamente

 

 

 

 

 

 

 


Conservação ambiental: Placas indicam que você está na área do Parque Nacional da Serra dos Órgãos

 

 

 

 

 

 

 


Borboleta conhecida como "Olho de Coruja", vista no meio da nossa aventura

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