ASSISTIR AO VIVO

REDES SOCIAIS

INSCREVA-SE NO

Câmara terá sessão nesta segunda-feira 9h da manhã

Data: 06/02/2020

Marcus Wagner

Em entrevista coletiva realizada na tarde desta quarta-feira, 5, vereadores afirmaram que estão se mobilizando para derrubar a integração das linhas de ônibus que foi instituída pelo prefeito Vinicius Claussen e vem causando grande insatisfação da população na cidade e no interior. De acordo com o presidente da casa, Leonardo Vasconcellos, os parlamentares irão se reunir para votar a derrubada do decreto já na próxima semana. A situação precária de pontos de integração e as excessivas trocas de ônibus foram duramente criticadas.  De acordo com os vereadores, o prefeito implantou um sistema que não tem nada a ver com o projeto de bilhete único que a Câmara tinha aprovado.
“A câmara aprovou em 2018 uma lei do bilhete único, que é igual ao que acontece nas grandes cidades do país e a pessoa que tem o cartão utiliza o ônibus, o trem, o metrô, sai de um lugar para o outro sem ter que fazer essa baldeação que vem sendo feita na cidade. A intenção do bilhete único que foi aprovado pela Câmara é que a pessoa viesse de qualquer região, mesmo com as linhas antigas, descesse do ônibus e pegasse outro em direção ao seu destino usando o mesmo cartão no espaço de uma hora e meia na zona urbana e duas horas na zona rural. A Câmara ainda garantiu nessa lei que durante quatro meses poderia ser feita integração sem que precisasse ter o cartão que hoje tem dado tanto problema”, explicou o presidente do Legislativo municipal. 
A coletiva foi conduzida por Leonardo Vasconcellos e teve ainda a participação dos vereadores Rony Carreiro, Rock, Da Ponte e Dedê (presidente da Comissão de Transportes da Câmara). Representantes da imprensa local questionaram como o poder Legislativo pretende reverter a situação das linhas de ônibus da cidade.
De acordo com o Leonardo, mesmo após a negativa da 1ª Vara Cível de Teresópolis em acolher o pedido para suspender a integração, o objetivo é continuar buscando junto ao judiciário que se reconheçam irregularidades apontadas no decreto de Vinicius Claussen. Ele garantiu que a Câmara de Vereadores irá recorrer de todas as decisões que forem contrárias e também agirá dentro de suas atribuições buscando impedir que a população seja obrigada a fazer as baldeações. 
“Esse programa de baldeação não é integração em hora alguma porque as pessoas em vez de poder passar de um ônibus para outro com os mesmos pontos existentes, eles criaram barreira para que as pessoas cheguem à cidade e chamaram isso de integração. Uma linha que poderia ter uma única mudança, agora tem 3 ou 4. Esse é um modelo que não é de interesse da sociedade”, destacou Leonardo.
Os vereadores criticaram a postura do prefeito de ter implantado às pressas um sistema que em nenhum momento foi apresentado à sociedade e por permanecer alheio às reclamações da população para manter o modelo que ele decretou. A confusão no município é tão grande que a prefeitura decidiu adiar em uma semana o início do ano letivo: “As aulas já foram adiadas e as crianças perderam cinco dias letivos normais, tendo que recuperar de sábado em sábado e perdendo o direito de aprender adequadamente, penando quem aprende e, sobretudo os profissionais da educação, isso tudo em favor de uma coisa chamada baldeação”, enfatizou o presidente.
Dedê, Da Ponte e Rony também criticaram a postura da prefeitura e exemplificaram os inúmeros problemas nos pontos de integração precários, falta de ônibus e as cobranças indevidas nos cartões que fizeram os usuários pagarem várias passagens no seu trajeto. 

Ação da PM é condenada
O presidente da Câmara afirmou que está acionando a Comissão de Direitos Humanos da Alerj para que seja avaliada a atuação dos policiais militares do 30º BPM na repreensão truculenta e desproporcional contra manifestantes que estiveram em frente à prefeitura na tarde de terça-feira para protestar contra a integração. Leonardo afirmou que vídeos das abordagens dos agentes da PM com empurrões, sprays de pimenta e até tapa na cara dos manifestantes representam um abuso.
Na ocasião, o grupo estava em frente à prefeitura de Teresópolis e pediam até a saída do prefeito Vinicius Claussen, autor do “decreto de integração” e convidaram o político para andar de ônibus. A Polícia Militar agiu de maneira extremamente agressiva e desproporcional contra o ato que era pacífico, com empurrões e até prisão de um manifestante. Os agentes do 30º BPM jogaram spray sobre o grupo que tinha crianças, mulheres e idosos que não representavam nenhum perigo.
“A polícia existe para proteger a gente. Agora viramos bandidos na mão da polícia. Não somos bandidos, somos cidadãos lutando pelo nosso direito”, reclamou uma manifestante.
Depois de se concentrarem em frente prefeitura, o grupo de manifestantes se dirigiu para a rodoviária para dar continuidade aos protestos no ponto em que se faz baldeação dos ônibus.

Compartilhar:








ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Prorrogada suspensão das aulas presenciais até dia 20

Parque Montanhas de Teresópolis ganha segundo livro

Incêndio já destruiu 200 hectares na parte alta da Serra dos Órgãos

Detran reabre posto de vistoria em Teresópolis

PF cumpre 6 mandados de prisão contra fraudes em contratações na saúde

CLASSIFICADOS


        2742-9977   |   leitor@netdiario.com.br   |  Rua Carmela Dutra, 765 - Agriões Teresópolis/RJ

Desenvolvido por Agência Guppy