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Câmara quer saber onde foram alocados profissionais temporários contratados

Data: 27/03/2019

Vereador Hygor Faraco, da Comissão de Educação da Câmara, esteve no CEROM e confirmou a falta de professores até de português e matemática - Foto arquivo

Anderson Duarte

O anúncio do processo seletivo simplificado para contratação temporária de 98 professores para a Rede Municipal de Ensino surgiu como uma solução, apesar de temporária, importante para que o ano letivo de 2019 não fosse prejudicado pelo déficit de profissionais em sala de aula. Além das polêmicas envoltas por ocasião da divulgação do resultado final do processo, onde diversos participantes alegaram “favorecimento” de alguns concorrentes, hoje a Câmara de Vereadores quer respostas sobre a alocação de cada um destes aprovados e suas respectivas unidades. Para os edis, além de faltar transparência no processo, falta informação sobre o porquê de muitas unidades estarem fechadas e sem professores até hoje. Ainda de acordo com a Prefeitura, a previsão era de que os professores começassem a trabalhar em sala de aula no mês de fevereiro e que as vagas seriam ocupadas de acordo com a disponibilidade tanto na área urbana quanto no interior.
Extremamente combativo e questionador, o Vereador Raimundo Amorim foi quem puxou o problema no plenário, mas acompanhado por outros edis com relação as dúvidas deste preenchimento. De acordo com a secretaria de Educação na época, as vagas e cadastros de reserva seriam distribuídas com o seguinte critério: “57 vagas para professor II (do 1º ao 5° ano) e 41 vagas para professor I (6º ao 9º ano), distribuídas assim: 9 para a disciplina de Língua Portuguesa; 6 para Matemática; 2 para Inglês; 7 para Ciências; 6 para Geografia; 5 para Educação Física; 3 para História e 3 vagas e cadastro de reserva para Educação Artística”, explica um texto da assessoria do mês passado. Apesar desta informação, segundo os vereadores, muitas unidades estariam fechadas, sobretudo no interior, pela ausência de profissionais em sala. “Nós sabemos que a secretaria de Educação justificou a necessidade de realização deste processo seletivo simplificado com o intuito de suprir a grande carência na rede municipal, mas não é isso que este chegando aos nossos ouvidos. O que nos falam todos os dias é sobre ausência de professores em sala de aula. Por isso temos que questionar sobre a alocação destes profissionais”, explica Amorim em plenário nesta terça-feira, 26.
“Esses novos professores foram contratados, no meu modesto entender, para atender nossos alunos de imediato, regularizando assim o déficit de professores nas salas de aula. O ensino de qualidade, a merenda, os materiais e uniformes de qualidade deveriam ser prioridade para o município, mas infelizmente, não vejo o mesmo empenho e dedicação que se vê por parte da gestão quando se está em jogo a liberação de um show ou evento de cerveja na cidade. Repito o que já disse aqui na Casa, não sou contra evento, muito menos a realização de shows, mas são tantos e tão graves problemas que esperava uma dedicação pelo menos proporcional por parte da gestão com a busca pela resolução deles como vimos nos episódios de liberação do Pedrão, por exemplo. A valorização dos profissionais da educação não é restrita aos concursados, também se estende aos contratos temporários, mas a gente tem que ver esses profissionais trabalhando, o que ninguém está identificando”, lembra Amorim.
Raimundo Amorim, que questionou veementemente a possibilidade de várias escolas estarem fechadas por conta da falta de professores, sobretudo no interior, foi complementado em Plenário pelo edil Hygor Faraco, que alegou ter informações de que o CEROM, no coração do Bairro de São Pedro, estaria sofrendo com a falta de professores, inclusive de matemática, e que um pedido oficial de informações já teria sido formulado para o Executivo com vistas a resolução deste problema. Amorim chegou a levantar a possibilidade deste processo diferenciado, assim como um recente “concurso” questionado na Prefeitura, estar sendo manipulado para beneficiar funcionários do grupo político da pasta já nos quadros do funcionalismo, prejudicando profissionais gabaritados que apareceram zerados na questão dos títulos e o mais grave, segundo Amorim, que é o privilégio para os que seriam “amigos da gente da educação”.
Questionada por nossa reportagem com relação aos fatos apontados pelos Vereadores, a assessoria deu os seguintes esclarecimentos: Sobre quais escolas foram fechadas ou estão sendo reformadas, disse: “Nenhuma escola está fechada por falta de professores. Duas escolas estão sendo reformadas: E.M. Maria da Glória e Tiago Pacheco”; com relação aos contratados estarem em grande parte sendo prestados em unidades e departamentos diversos da Educação, diz: “Nenhum professor do PSS está fora das salas de aula”; com relação a possibilidade de previsão para a contratação ordinária de professores via concurso público, ou chamamento dos aprovadas no PPS ainda não convocados, disse: “Há a possibilidade, mais 50 do PSS atual devem ser chamados este mês e até o final do ano, outros 100”, entretanto não respondeu com relação ao concurso público ordinário; já em respeito a possibilidade de realização de reposição de aulas aos alunos que estão sem estudar por falta de escola ou professor, a assessoria diz: “Não há falta de escola. A reposição das turmas que ainda não receberam professores fica a cargo de cada direção, logo que os novos professores cheguem”; com respeito ao questionamento do edil sobre onde foram encaminhados os professores contratos no processo seletivo, a pasta diz: “Para diversas escolas em substituição aos Professores do PSS antigo cujos contratos estavam vencidos ou a vencer”, explica.

 

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