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Brechós, o caminho para se reinventar e andar na moda

Data: 16/04/2021

Fotos divulgação

Nina Benedito @ninabenedito

A venda de produtos usados tem origem nas feiras ao ar livre, os chamados “mercados das pulgas”, na Europa. Elas começaram em Paris, onde as peças eram vendidas sem muita preocupação com a higiene e muitas vezes infestadas de pulgas, dando origem ao nome. No Rio de Janeiro, a primeira loja de roupas e objetos de segunda mão surgiu no século XIX, pelas mãos do comerciante português Belchior. A loja chamava-se “Casa de Belchior”, que com o passar dos anos, não se sabe muito bem como, virou o queridinho “brechó”. Além disso, os locais que eram conhecidos pela venda de roupas velhas e quinquilharias começaram a ganhar novos formatos, moldados pela onda de consumo consciente em prol da conservação ambiental, visto que uma peça pode ser reinventada diversas vezes e consequentemente aumentar seu ciclo de vida, e a cada vez maior valorização da individualidade. Afinal, cada “look” criado a partir de uma combinação de diferentes de peças usadas, muitas vezes de diferentes épocas e estações, ajuda a garantir uma consciente exclusividade.
Assim, a roupa de brechó passou a ter nos últimos anos um novo sentido, passando de estigmatizada velharia, à roupa de moda. A organização do espaço, a higienização das peças, sapatos e acessórios e a boa apresentação do local, além da disposição das unidades, têm contribuído para diminuir a resistência das pessoas em relação a esse tipo de consumo. Outro ponto que deve ser observado é a ampliação do número de brechós está aliada a crise financeira e a falta de oportunidades no mercado de trabalho formal.
Hoje já existem até sites especializados nesse tipo de venda, mas, em Teresópolis, é através das redes sociais que é possível garimpar peças únicas, para garantir combinações exclusivas. Em uma rápida pesquisa chama a atenção a quantidade de brechós na cidade, que atendem não somente o público daqui, mas as entregas também já são feitas para todo o Brasil. A seguir, destacamos algumas opções bem ecléticas, oferecendo, além da venda de roupas e acessórios usados e em bom estado, a preços convidativos, muitas infsormações e dicas de moda bem atuais.

Brechozaddas
“Eu me chamo Letícia, tenho o brechó desde 2018. A ideia surgiu em 2017, depois que a loja em que eu trabalhava fechou. Desde de pequena, sempre amei e frequentava os bazares da pechincha com a minha vó, de onde vem  maioria das minhas roupas. Eu também sempre gostei muito de moda, ajudava meus amigos a se vestir  na hora de sair ou comprar roupas. Vi ali uma oportunidade de transformar em profissão tudo o que eu mais gosto”. As últimas tendências, direto do túnel do tempo, anos 60, 70, 80, 90 e 2000. Instagram: @brechozadda

Brechó da Bruxa
 “O brechó da bruxa surgiu enquanto estava na faculdade de moda e vendia as roupas que não usava mais para minhas amigas, que batizaram meu brechó de ‘brechó da bruxa’ porque bruxaria era o tema do meu TCC. Desde então eu procuro agregar valor às roupas usadas que muitas vezes são vistas como inúteis, mas que com uma boa customização podem virar peças únicas e até de luxo”, explica Maria Clara, que é formada Design de Moda. Um Brechó bem eclético e descolado. Instagram: @brechodabruxa_coven

Artcolour
É um brechó que dispõe de roupas novas, seminovas e usadas com o intuito de desapegar de forma consciente, trazendo também a proposta de customizar e renovar roupas ultrapassadas para incentivar ainda mais o consumo sustentável e valorizar a arte local feita por mulheres.  Instagram: @artwcolour

Qbonitta 
 “O Brechó entrou em minha vida de várias maneiras, mas o ponto crucial, aquele que digamos deu um start foi após o nascimento da minha filha, tem uma frase que diz: ‘junto com uma mãe, nasce uma empreendedora’ e foi isso, minha filha tinha um ano na época,  hoje ela está com três, quase quatro anos... E eu senti essa necessidade, que já era na verdade um desejo em empreender, mas não sabia em que, qual atividade... Eu sabia sim, tinha certeza que eu queria fazer algo que pudesse contribuir com a sociedade, o meio ambiente, algo de valor de acordo com o que eu acredito, que fizesse alguma diferença nesse mundo, que realmente eu sentisse que estava fazendo alguma diferença, e contribuir com o meu empreendimento de alguma forma positiva! E foi aí,  como uma brincadeira de criança, literalmente entre mamadas e trocas de fraldas  que nasceu o Brechó Q Bonitta. Começou, acho que como quase todo brechó começa, com o desapego do meu próprio armário, e foi evoluindo para os armários das amigas, da família. Até os meus primeiros garimpos independentes, com a compra de peças o que foi profissionalizando e tornando realmente a empresa que é. Hoje trabalhamos com o consignado. Começamos a trajetória empreendedora no final de  2017 de forma online, onde migramos logo no início de 2018 para um ponto comercial e hoje trabalhamos tanto de forma online como física. Interligar meio ambiente, sociedade e empresa é muito mais que um desejo, necessidade é de fato uma paixão!”, conta Jacqueline. Um Brechó pra lá de feminino e recheado de dicas de como você pode usar as peças disponíveis. Endereço: Rua Heitor de Moura Estevão, 102 loja 2, Várzea. Instagram: @brecho.qbonitta

Monamour Bazar
“Meu nome é Suzana, sou natural de Teresópolis, mas morei em vários Estados nos últimos 15 anos. O que me levou a montar o bazar foi a vida itinerante meio nômade que eu levava! Comecei com a página na época em que morei no Nordeste, depois continuei enquanto morava em São Paulo. Agora que retornei pra Teresópolis estou não só com a página, mas também com o bazar físico. Adoro moda e fotografia! Ter o bazar pra mim não é só trabalho, é diversão e a interação com as pessoas é o que enche meu coração de satisfação”. Monamour é um Bazar bem alternativo com peças bem versáteis. O espaço físico fica no Instituto das Artes – Integrartes, na Rua Heitor de Moura Estevão, 131, Várzea. Instagram: @monamourbazar.br

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