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Bebê abandonado: Mãe pode pegar três anos de prisão

Data: 04/08/2020

Servidão na Rua Ipojuca, em Agriões, onde o menino foi abandonado na gelada manhã desta segunda-feira - Gilberto Oliveira

Na manhã desta segunda-feira, 03, moradores de uma servidão na Rua Ipojuca, no bairro de Agriões foram testemunhas de um crime cruel realizado por uma mãe em Teresópolis: Logo após dar a luz, muito provavelmente em casa, ela envolveu a criança em um pano e a abandonou em via pública – correndo grande risco de não sobreviver. Felizmente, por conta do choro os moradores foram alertados e se assustaram com a maldade. O quartel do 30º Batalhão de Polícia Militar foi acionado e deslocou para o local a guarnição do grupamento “Guardiões da Vida”, que já encontrou o menino na casa de uma jovem, acolhido e aquecido, e o encaminhou para atendimento médico no pronto socorro do Hospital das Clínicas Constantino Ottaviano (HCTCO). Até o fechamento desta edição, a informação era que ele estava bem e saudável. Também até a conclusão dessa reportagem não havia informações sobre o paradeiro da mãe, que pode pegar até três anos de prisão pelo crime de abandono de incapaz.


“Acordei cedo com uma criança chorando e um vizinho chamando. Achei que era um cachorro abandonado pelo som, mas logo que vi era uma criança. Chorava muito, estava em um cobertor muito sujo, muito fininho, criança gelada, mas quando peguei parou de chorar na hora. Enquanto o vizinho ligava para uma ambulância e polícia, liguei para minha mãe e padrasto. Minha mãe me ajudou colocar roupa na criança, me deu roupa, fralda, e eu tinha um cobertor da minha filha que também usei na criança, que ainda estava com cordão umbilical. Graças a Deus o menino passa bem”, relatou a jovem identificada pela polícia como Thainá. 
“Fomos de pronto para o HCT e outra guarnição fez buscas próximo ao local para tentar encontrar mãe, vestígios, uma mulher passando mal... O menino estava com cordão umbilical, sujinho. Nem pensamos duas vezes, fomos direto para o HCT, pois nossa preocupação maior era com o bem estar do bebê, então foi um alívio acompanhar o atendimento e ver que estava tudo bem”, disse a Cabo Hellen, que esteve no local em companhia do Soldado Edmur. 
O caso foi registrado na 110ª Delegacia de Polícia, que também enviou equipe para o local para tentar mais informações. Nesta segunda-feira tentamos um posicionamento da Polícia Civil, sem resposta até o fechamento desta edição. 
De acordo com o Artigo 133 do Código Penal, abandonar pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono pode render detenção de seis meses a três anos. O artigo 5 do Estatuto da Criança e do Adolescente diz que nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais. Informações que possam ajudar a polícia na identificação da mãe podem ser passadas para os telefones 190, 2742-7755 e 99817-7508. Não é necessário se identificar.

Caso de 2014
Em 11 de setembro de 2014, crianças residentes na servidão Pará, no Barroso, tiveram a atenção despertada para um embrulho feito com uma pequena manta e deixado na porta de uma residência. Quando abriram, acharam que se tratava de um boneco. Assustados, elas chamaram os familiares, que constataram que se tratava de um bebê que havia acabado de nascer, ainda sujo de sangue e com parte do cordão umbilical. A família acolheu a menina, a alimentou e imediatamente buscou ajuda no CRAS do Barroso, localizado a poucos metros do local. O Conselho Tutelar foi acionado e encaminhou o bebê para o Hospital das Clínicas.  “Foi muito triste. Estava arrumando meu guarda-roupa quando as crianças falaram que haviam achado um boneco, viram o rolo e até acharam que era lixo. Mas fui ver e constatei que era um neném. Coloquei um cobertorzinho e chamei meus parentes. Depois fui ao CRAS pedir ajuda a assistente social, mas sou doida por uma menina e fiquei com vontade de ficar. Mas depois pensei que deveria era fazer o certo”, contou a O Diário na época a artesã Mirian Ferreira, quem resgatou o bebê.

 

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