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Agência bancária pode ser fechada se houver contaminação de funcionário

Data: 20/04/2020

Nesta segunda-feira, a agência principal da CEF em Teresópolis, na Avenida Delfim Moreira, em frente ao Parque Regadas, registrou fila que seguia até a Beneficência Portuguesa - Leitor Repórter

Com o início do pagamento do auxílio emergencial no valor de R$ 600, as aglomerações nas agências bancárias voltaram a crescer assustadoramente em Teresópolis, principalmente na Caixa Econômica Federal - responsável pelo cadastramento e pagamento dos recursos destinados aos que estão sendo financeiramente prejudicados por conta da pandemia do novo coronavírus. Como muita gente não tem facilidade para usar os meios digitais ou telefone para realizar o registro ou saber como sacar o dinheiro, a procura tem sido muito grande nos últimos dias. Nesta segunda-feira (20), por exemplo, a agência principal da CEF em Teresópolis, na Avenida Delfim Moreira, em frente ao Parque Regadas, registrou fila que seguia até a Beneficência Portuguesa, com a maioria das pessoas não respeitando a distância mínima orientada para tentar diminuir as chances de contaminação pela Covid-19 e até muitos em sequer utilizar máscaras. Mais uma vez, nossa reportagem entrou em contato com o Sindicato dos Bancários de Teresópolis, visto que a situação é motivo de preocupação não só para os clientes que precisam de algum tipo de atendimento, mas para os funcionários desses bancos, que dessa maneira, acabam ainda mais expostos. De acordo com Cláudio Mello, presidente do SindBan no município, a orientação é que, em caso de confirmação de um funcionário contaminado pelo novo coronavírus, que a agência seja fechada pelo período de cinco dias, para passar por procedimento de higienização, além de haver a necessidade de se trocar toda a equipe de atendimento. A situação foi registrada na última semana em Magé, por exemplo.
Por conta disso, mais uma vez ele orientou que o teresopolitano só procure o atendimento presencial em último caso. “Isso faz parte de um acordo nacional caso aconteça a contaminação de algum funcionário. Essa aglomeração toda nos assusta também, logicamente. Por isso estamos pedindo as pessoas que só compareçam aos bancos caso não consigam resolver suas pendências através dos canais digitais ou pelos telefones. Outra orientação é utilizar os caixas eletrônicos em dias e horários com menor movimentação, como nos fins de semana. Se a pessoa tiver dificuldade com esse equipamento, recomendamos levar um parente ou alguém de confiança para auxiliar. Os próprios bancos estão com pessoal reduzido, fazendo o revezamento de funcionários, então procurar outros meios é fundamental. Estamos na luta para melhorar as condições de trabalho dos bancários, pedindo o reforço nos equipamentos de proteção individual e instalação daquelas placas de acrílico nas mesas de algumas agência”, pontua Cláudio Mello, informando ainda que tem sido cobrado um agendamento para o atendimento nos casos de auxílio emergencial e outros benefícios, havendo ainda resistência por parte dos banqueiros.

Febraban dá dicas para evitar golpes na internet
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou dicas para que as pessoas se protejam e evitem golpes pela internet que podem gerar prejuízos materiais. Com o crescimento das transações digitais em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), vêm aumentando também as tentativas de invasão e acesso indevido aos dispositivos de cidadãos visando obter alguma vantagem indevida. Há golpes novos que vêm ocorrendo mais fortemente. Em um deles, bandidos entram em contato com clientes, se passando por funcionários do banco, afirmando que houve transações suspeitas. Isso pode ocorrer para obter dados pessoais do correntista. Um outro tipo de golpe envolve o envio de um “motoboy” à casa do cliente para recolher o cartão e, supostamente, verificar problemas.
Uma das estratégias usadas por golpistas, durante a pandemia, é a criação de aplicativos para simular apps de governos e autoridades, como o da Caixa para pagamento do auxílio emergencial. Utilizando esses programas falsos, o bandidos conseguem informações que permitem realizar compras ou transações. Segundo a Febraban, bandidos também estão intensificando táticas já utilizadas, como esquemas para obter dados das pessoas que viabilizem realizar transações ou clonagem de contas para requisitar valores se passando pela pessoa.
Foi o caso da consultora em redes sociais Flávia Azevedo. Ela recebeu a ligação de uma pessoa que se passava por assessor de um amigo e pedia informações para o envio do convite de um evento. Flávia recebeu email com um link para o Whatsapp que gerava um código. Ela repassou o código para a pessoa - no intuito de receber o convite, mas o que teve foi uma grande dor de cabeça. A pessoa clonou a conta da profissional no serviço de mensagens e, a partir daí, passou a enviar pedidos de dinheiro a amigos da consultora, se fazendo passar por ela. "Às vezes você está ocupada e mesmo sabendo destes golpes não nota pois chega uma ligação em nome de quem você conhece. Por isso, é sempre muito importante tomar cuidado e conferir esse tipo de pedido", diz.
A Febraban explica que os bancos não enviam links com pedidos de atualização de dados por mensagem (SMS), Whatsapp ou e-mail. As instituições financeiras também não entram em contato por telefone para pedir cadastro, realizar transferência, fazer testes ou atualizar e sincronizar tokens. O acesso a sites de bancos ou de benefícios como o auxílio emergencial deve ser feito com digitação dos endereços dos sites oficiais, não entrando por meio de links. Os aplicativos devem ser baixados nas lojas oficiais (como Play Store para Android ou App Store para os smartphones da Apple).

Cuidados importantes
- Manter antivírus atualizado;
- Não instalar pen drives desconhecidos, pois podem ter vírus;
- Configurar senhas fortes no wi-fi pessoal;
- Alterar senhas se identificar algum comportamento suspeito;
- Criar usuários caso utilize um computador compartilhado.

 

 

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