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Academias tomam medidas severas de prevenção contra o coronavírus

Data: 17/03/2020

Academias tiveram que restringir acesso para diminuir o risco de contágio de professores e clientes - Marcus Wagner

Marcus Wagner

O Conselho Regional de Educação Física (CREF1) divulgou uma nota técnica com a colaboração do Conselho Regional de Medicina (CREMERJ) com o intuito de propor medidas preventivas contra o coronavírus e dar orientação sobre a transmissão comunitária (quando já não é mais possível identificar a origem da infecção). A recomendação é direcionada à população praticante de atividade físicas em academias, studios e afins do estado do Rio de Janeiro, assim como aos profissionais de Educação Física.
De acordo com os especialistas em infectologia, a transmissão do coronavírus ocorre através das secreções humanas, como saliva e suor, fazendo com que as academias se enquadrem como estabelecimentos de grande preocupação para as autoridades de saúde. Nesta segunda-feira, 16, conversamos com o professor Rodrigo Souza, da academia Neo Fitness Center, que abordou a importância de se tomar medidas que protejam profissionais e clientes.
“Houve esta divulgação de orientações sobre a proliferação desse vírus que está nos deixando muito preocupados. A principal recomendação do Conselho foi aumentarmos a higienização dos aparelhos antes e após a realização dos exercícios. Pediu também para fazermos um trabalho de informação com nossos clientes”, explicou.

Higiene pessoal
Como não existe ainda remédio ou vacina contra o coronavírus, é importante que cada um faça sua parte e cuide da própria higiene. Desta forma, as academias devem incentivar que seus clientes lavem as mãos com água e sabão, com tempo de duração entre 20 a 30 segundos. Mesmo com o aumento do trabalho de limpeza pelos funcionários das academias, os próprios alunos precisam fazer uma limpeza a mais.

Restrição de público
Foram indicadas ainda medidas para reduzir significativamente a aglomeração de alunos/clientes, mantendo 1 metro de distância de um aparelho para o outro e limitando o número de alunos para que não ultrapasse mais que 1 aluno a  cada 2 metros quadrados nos exercícios livres. “Em consonância com a nota técnica do Conselho, que pediu para termos um controle de pessoas dentro das salas. Com isso, precisamos restringir a no máximo 30, dependendo do espaço que a academia tenha, visando evitar a proliferação do coronavírus”, disse Rodrigo.  
 

Grupo de risco
Para as pessoas com mais de 60 anos, a recomendação é que permaneçam em suas casas como orienta o Ministério da Saúde e o CREMERJ. O Profissional de Educação Física poderá prescrever exercícios físicos para serem realizados em casa, preservando o condicionamento respiratório, imunidade, respeitando a individualidade de cada aluno/cliente. A orientação para permanecer em casa se estende a pessoas com baixa imunidade (asma, pneumonia, tuberculose, câncer, renais crônicos e transplantados) ou pessoas que já tenham tido contato com grupos de  riscos, pessoas infectadas e/ou casos suspeitos.
“Os idosos, como são considerados um grupo de maior risco, a gente está pedindo e orientando para que não venha à academia, que esperem um pouquinho essa crise passar porque na terceira idade a imunidade pode baixar um pouco, assim como algum cliente cardiopata ou diabético. Pessoas nessa faixa etária ou nessas condições, a gente pede que deixem de frequentar por enquanto, porque mesmo com essa parada ele vai conseguir manter os resultados dele”.

Suspensão das atividades
O governo do estado do Rio de Janeiro está recomendando que alguns estabelecimentos, entre eles academias, suspendam de vez o funcionamento enquanto o cornavírus for uma ameaça e o fechamento pode ocorrer nos próximos dias: “Existe essa possibilidade, ela é real porque nesta quarta-feira vamos ter uma nova reunião do Conselho Regional de Educação Física com o Conselho Regional de Medicina e pode tornar oficial a necessidade do fechamento das academias de uma forma geral, não só a nossa, mas todas do estado do Rio de Janeiro”, destacou Rodrigo. 
“Em primeiro lugar a saúde. A pessoa fazer exercícios físicos com a saúde ruim, não é adequado, ainda mais proliferando um vírus porque, querendo ou não, a academia é um local de proliferação, mas nós temos todos os cuidados de higienização dos equipamentos e na orientação dos clientes também”, completou o professor.


 

 

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