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Sucateamento da UPA é debatido na Câmara

Data: 13/09/2017

Vereadores também questionaram a capacidade do Secretário que foi escolhido por Sandro Dias para estar à frente da Saúde do município - Foto Marcus Wagner

Marcus Wagner

Na sessão ordinária desta terça-feira, dia 12, vereadores denunciaram um sucateamento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Teresópolis que, entre vários problemas, estaria dependendo de empréstimos de equipamentos para atender pacientes em estado grave. De acordo com os parlamentares, falta até respirador para atender a casos graves que chegam ao local.  Da Ponte, Dudu do Resgate e Cláudia Lauand trouxeram à tona os graves problemas que põem em risco a saúde da população que acaba enfrentando a falta de condições de atendimento na única porta de entrada dos casos de emergência no SUS, afirmando que a situação é muito preocupante e cobrando mudanças na gestão urgentemente.
Dudu destacou que descobriu no último domingo que a UPA não dispõe de um respirador na sala vermelha, para onde são levados os pacientes mais graves e foi necessário conseguir um aparelho emprestado com uma empresa de ambulâncias para manter vivo um paciente que deu entrada em estado grave: “Graças a Deus não chegou a óbito, porque as meninas lá trabalharam muito. Essa é uma questão muito séria que não pode acontecer. Eu perdi minha avó lá por uma questão parecida e levantei a questão de que é necessário ter prioridade para Teresópolis, a UPA tem que estar 100%, principalmente naquela sala vermelha. Fico indignado e estou aqui para somar com os demais vereadores que fazem parte da Comissão de Saúde para que isso não aconteça mais em nossa cidade. Tem muita coisa para melhorar e vamos trabalhar juntos para cobrar isso”.
Claudia Lauand afirmou que também tomou conhecimento da falta de respirador e que informou o problema ao secretário Carlos Dias e ao presidente do Conselho de Saúde. A vereadora contou que o Hospital São José também chegou a emprestar um respirador para que a equipe da UPA atender um paciente grave: “A primeira pessoa que denunciou a falta de respirador fui eu, senão ninguém sequer saberia que esse equipamento não estava funcionando. Os funcionários da UPA estão sendo heróis porque eu presenciei dois deles fazendo a insuflação de uma senhora manualmente por causa da falta de respirador. Eu liguei na mesma hora para o secretário Carlos Dias e ele nem sequer sabia, falei com o administrador e eles pegaram um equipamento emprestado do Hospital São José, mas apenas um para cinco leitos de emergência é muito pouco. Não temos nem um pronto socorro municipal atendendo pelo SUS e nem sequer pelo plano de saúde. Falta um bom coração porque tem três hospitais em nossa cidade e ninguém quer atender, só querem ganhar”. 
Da Ponte apontou que a tendência é que nada possa melhorar enquanto Carlos Dias for o secretário: “Para ser secretário de Saúde tem que entender de Saúde, esse Carlos Dias não entende nem de conversar com os outros, nem diálogo com a Câmara ele nunca teve. Eu queria saber onde esse cara está com a cabeça. Esse secretário é uma vergonha, quero ver ser homem de vir aqui explicar porque na UPA não tem medicamentos, porque estão mandando pacientes para casa em vez de transferir para o hospital. Muita gente chega lá passando mal e eles falam que não tem vaga, mandando de volta para casa. Estão querendo que o povo morra em casa. Acabaram de mandar uma senhora de 72 anos para casa porque não tem vaga. Eu queria ver se fosse a mãe dele, se mandaria de volta para casa”, afirmou Da Ponte que também criticou o administrador da unidade: “Falta também um bom gestor na UPA também porque o cara está lá dentro, sabe do problema e não fala, assim não tem como ser resolvido”.






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