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Primeiro semestre teve 687 furtos, 429 presos e 371 apreensões de drogas

Data: 01/08/2018

Policiais do 30º BPM têm feito muitas prisões. Segundo o ISP, foram mais de 400 somente no primeiro semestre - Marcello Medeiros

Marcello Medeiros

Finalizado o levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP) dos registros feitos em todas as delegacias da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro no primeiro semestre de 2018. Os números, que podem ser consultados em planilha na página do órgão ligado à Secretaria Estadual de Segurança, mostram que entre janeiro e junho a 110ª Delegacia de Polícia efetuou 3.444 registros de ocorrência que envolvem os mais variados crimes. Alguns, anotados quase que diariamente e que acabam gerando outros delitos, como o tráfico de entorpecentes. Nos primeiros seis meses do ano, foram realizadas 371 apreensões de drogas no município, a grande maioria resultado do forte trabalho do 30º Batalhão de Polícia Militar no combate a esse tipo de delito em bairros como Rosário, Perpétuo, Vale da Revolta e Fonte Santa, entre outros. O tráfico, aliás, muito provavelmente está relacionado a outro número que chama a atenção na primeira metade do ano: Foram efetuadas 429 prisões, motivadas por flagrantes ou mandados de prisão. Analisando os números do monitoramento realizado pelo ISP, outra situação continua chamando a atenção e preocupando, os estupros. Já são 55 comunicações, uma média de 9,1 ocorrências por mês no município. 
Tal número pode ser ainda maior, visto que só é computado o que chega ao setor de plantão da Polícia Civil. No caso do crime de violência sexual, muitas vítimas têm vergonha de procurar ajuda, às vezes pelo fato de ter que relatar o acontecido para um plantonista do sexo masculino. A lesão corporal dolosa, que pode ter relação em casos de estupro, gerou 442 registros de ocorrência entre janeiro e junho de 2018. As ameaças, mais 495 comunicações. 
É preciso registrar qualquer tipo de crime, por menor que pareça ser. Um pequeno delito pode gerar outros maiores e dificultar o trabalho das policias Civil e Militar. Sem comunicação, não há necessidade de investigação ou reforço no patrulhamento em determinada área, por exemplo. No primeiro semestre deste ano, outro caso que aconteceu de forma amiúde foi o de furto. É o que tem o maior número de registros, 687, sendo o ponto alto desse tipo de ocorrência registrado em abril. Nesse mês, 127 pessoas estiveram na 110 DP para comunicar algum objeto subtraído. Quando há violência de algum tipo na abordagem, se trata de roubo ou assalto. Nesse caso, foram 65 denúncias. Entre os anotados em abril, por exemplo, foram dois ataques em coletivos e seis a pedestres em via pública.
Além de registrar tais problemas na delegacia, é preciso auxiliar as forças de segurança no combate à criminalidade. A maneira que o cidadão comum tem de contribuir com a segurança do município é fazendo denúncias sobre qualquer ato ilícito. E nem é preciso se identificar. O 30º Batalhão de Polícia Militar, por exemplo, disponibiliza três canais de comunicação: 190, 2742-7755 e 99817-7508 (WhatsApp). Além disso, tanto o quartel quanto a 110ª DP mantém páginas na rede social Facebook.

Atlas da Violência no país
Depois de ilustrar o Atlas da Violência, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, como uma das dez mais pacíficas cidades do país, e a mais segura do estado do Rio de Janeiro, Teresópolis despencou na última edição da publicação, divulgada em maio, e viu sua posição em nosso estado ser ocupada agora pelo município vizinho de Petrópolis. A cidade imperial agora é a única das cidades fluminenses com população acima de cem mil habitantes a figurar entre os trinta municípios com melhores índices de segurança do Brasil. O atlas aponta que, segundo dados referentes ao ano de 2016, Teresópolis avançou na taxa de homicídios per capita subindo de um índice de 8,1 no ano passado, para 13,2 este ano.
As cidades de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo continuam sendo as primeiras colocadas no ranking das cidades mais pacíficas do Rio de Janeiro, apenas com a mudança do primeiro lugar, entretanto suas posições no recorte nacional também não foram positivas. Depois de ficar atrás de apenas nove municípios dos estados de Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, Teresópolis despencou para o 44º lugar, enquanto Nova Friburgo, depois de registrar a 58º colocação no Atlas anterior, também despencou para a 83ª posição. Petrópolis foi a única a progredir nesse quadro nacional, passando de 42ª cidade mais segura do país para a 28ª este ano. Foram pesquisadas 309 cidades de médio e grande porte do país e para o cálculo da taxa de homicídios, considerado o principal índice na construção do ranking, são considerados os crimes desta natureza por cem mil habitantes.
O Atlas mostra que na primeira colocação está o município de Brusque, em Santa Catarina, com taxa de 4,8 homicídios por cem mil habitantes, seguido por Atibaia, com 5,1, Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, com 5,4, Tatuí em São Paulo, com 5,9 e Varginha, no estado de Minas Gerais com índice de 6,7 por cem mil habitantes. A Cidade Imperial tem taxa de 10,7 homicídios por cem mil habitantes, Teresópolis, 13,2 e Nova Friburgo de 19,4. Ainda segundo o IPEA, o estudo levou em conta os municípios com mais de cem mil habitantes e os dados foram analisados com base no Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, referentes a 2016, além das informações dos registros policiais publicados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Segundo o IPEA e o FBSP, o trabalho do Atlas da Violência tem servido para que se construa e análise inúmeros indicadores para melhor compreender o processo de acentuada violência no país. Em 2016, o Brasil alcançou a marca histórica de 62.517 homicídios, segundo informações do Ministério da Saúde. Isso equivale a uma taxa de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes, que corresponde a 30 vezes a taxa da Europa. Apenas nos últimos dez anos, 553 mil pessoas perderam suas vidas devido à violência intencional no Brasil. Os homicídios, segundo o IPEA, equivalem à queda de um Boieng 737 lotado diariamente. Representam quase 10% do total das mortes no país e atingem principalmente os homens jovens: 56,5% de óbitos dos brasileiros entre 15 e 19 anos foram mortes violentas.

 

 

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