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Passeio em duas rodas no entorno do Parque Municipal

Data: 07/12/2017

O trecho mais bonito do circuito, tendo como cenário a formação rochosa símbolo do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis

Marcello Medeiros

Tendo como símbolo a Pedra da Tartaruga, o Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis oferece opções de lazer de diversos tipos, desde caminhadas curtas a escaladas duras ou divertidos rapéis. Para quem prefere se “aventurar” em duas rodas, a direção do PNMMT ainda estuda um trajeto atravessando seu núcleo principal, mas as ruas e trilhas no entorno da unidade de conservação ambiental já são um excelente roteiro para conhecê-la melhor, assim como admirar outras belezas do nosso privilegiado município. Com amigos do Centro Excursionista Teresopolitano, o CET, idealizei e percorri um circuito de bicicleta atravessando quatro bairros onde o recém-criado parque está presente. São aproximadamente 30 quilômetros passando pelo Parque do Imbuí, Posse, Salaco e Córrego dos Príncipes, cruzando áreas que ainda se recuperam da maior tragédia natural do país e outras onde a beleza cênica é de tirar o fôlego.

A primeira localidade a ser percorrida é o Parque do Imbuí, onde está o núcleo das escaladas do Parque Municipal (Caminho dos Loucos, Caminho do Céu, Suave Veneno, entre outras frequentadas vias). Seguimos pela estrada principal, a Adelmar Tavares, entrando à esquerda alguns metros antes da praça e subindo em direção à Estrada do Planalto. Nesse ponto o primeiro trecho mais em pé e tendo como destino a parte mais alta do bairro - e consequentemente bem próximo das paredes escaláveis. Parte da Rua Vagalume é de terra batida e ainda guarda marcas da catástrofe de 2011. Quase no seu final, mais um acesso para a esquerda (No Google Maps é indicado Rua Falcão, mas no local há uma placa o nome está Rua Águia) já no local conhecido como Cambucá.

Pouco depois que começa o trecho de descida da via, uma subida para a esquerda garante “um pouco mais de emoção”. Há uma pequena trilha, utilizada principalmente por motoqueiros e de onde se pode acessar o local batizado como Sete Torres ou voltar para a própria Rua Falcão (ou Águia rs). O trecho em “single track” é bem interessante, mas um pouco mais difícil para os iniciantes no mountain bike.

Passando pelo trecho de trilha ou diretamente pela estrada de terra batida, cruzando o pequeno fragmento florestal, o ciclista deve ficar atento quando encontrar calçamento em paralelo novamente. Agora o acesso é para a esquerda, tendo como direção o condomínio Imbuí House. Mais um pouquinho de subida e... Ufa! Hora de começar a descer em direção ao bairro da Posse. 

Locais pouco visitados

O recanto entre os dois bairros é pouco ocupado e consequentemente visitado, permitindo ao ciclista um pedal quase que “desbravando” Teresópolis. São muitas pequenas vias, então a dica é ir pegando sempre a esquerda. Na Estrada da Bibi, acessada pela principal, Estrada da Pedra D´Água, saímos em uma espécie de condomínio, mas sem porteira, nas proximidades do antigo supermercado Flor da Posse. Nesse trecho final de estrada, a vista é interessante para as pedras do Camelo e Arrieiro, paredões rochosos protegidos desde 2009 pelo PNMMT.

A parte mais bonita

Após sair na Estrada José Correia da Silva Júnior, a “Estrada da Posse”, entramos à esquerda em frente a uma ruína de edifício, outra lembrança de 2011, em direção ao Clube do Lago. A partir de mais uma estrada de terra batida, agora também com muitas pedras, mais uma subida forte até as proximidades da portaria da unidade de conservação ambiental. Mas, o acesso principal do parque é somente uma referência, pois o circuito segue pelas ruas do Salaquinho até o antigo ponto final do ônibus. Nesse local existem duas pequenas ruas, uma em lajota e mais íngreme e a outra mais plana, a que deve ser seguida. Logo à frente, mais uma esquerda até que a pequena via vira um trilho.

Hora de um pouco de esforço, também com os ouvidos atentos ao possível encontro com o pessoal do motocross, mas para chegar ao ponto mais bonito do passeio. E também hora de refresco. Agora é uma grande descida, parando obrigatoriamente na parte mais plana do terreno para olhar para trás. Isso mesmo. Olhar na direção contrária para admirar a montanha símbolo do nosso parque, a tartaruga de pedra que mais lembra um quelônio que eu conheço. 

Vale o esforço

O trecho, por vezes tomado pelo capim esbranquiçado, é bonito demais e o melhor local para descansar e fotografar. Além da beleza cênica que atrai turistas de várias partes para o nosso município, é legal demais saber os projetos da direção do Parque Municipal para esse local – mesmo diante da falta total de recursos e apoio - como uma trilha ligando o cume da montanha a esse ponto, além de uma possibilidade de cruzar a trilha principal da Tartaruga e chegar até ali pedalando.

A saída desse trecho é mais técnica, em pé, mas é só lembrar que a “magrela” pode ser empurrada para evitar acidentes, se for o caso... Na estrada de Córrego dos Príncipes, são duas boas opções. Retornar em direção ao Salaco, totalizando 27km até o Centro novamente, ou descer um pouco mais e voltar pelo Salaquinho, finalizando perto de 30 quilômetros. Em duas rodas, a distância total pode nem parecer muita – principalmente para aqueles já habituados, mas a altimetria do percurso (aproximadamente 1.600 metros) acaba deixando o passeio um pouco “mais duro”. 

Tal circuito é mais um projeto do CET para incentivar os associados a também pedalar, aumentando assim as possiblidades de atividade principalmente no período que “São Pedro não colabora”. Além de mim, logicamente, participaram da atividade no último fim de semana os amigos Carlos Machado, Mario Motolose e Fabiano Basílio. Para saber mais sobre esse e outros trajetos, visite uma das reuniões sociais do Centro Excursionista Teresopolitano. Elas acontecem todas as quartas-feiras, a partir das 20h, na loja da Sociedade Pró-Lactário, número 555 da Avenida Lúcio Meira.

 

 

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