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Ex-deputado diz que cidade está largada "à própria sorte"

Data: 13/10/2017

Ex-deputado Nilton Salomão foi candidato a prefeito nas eleições de 2016 - Foto reprodução TV

Anderson Duarte

Em entrevista ao programa Jornal Diário na TV do Canal 4, o ex-deputado Nilton Salomão, repercutiu o cenário político atual da cidade e fez duras críticas ao que chamou de falta de comprometimento do prefeito para com os interesses públicos e da população teresopolitana. Afastado da atuação política, Salomão considera que o momento é grave e precisa de atitudes da sociedade em resposta aos muitos desmandos cometidos por uma gestão descompromissada com o interesse maior da população. Além de exercer a função de parlamentar por seguidos mandatos, o político também foi subsecretário de estado de habitação, presidiu a EMATER e também realizou na Caixa Econômica Federal, diversos projetos em relação a políticas públicas e práticas de governança. De acordo com o ex-parlamentar, hoje, a cidade está largada “à própria sorte”.
Com relação a atual gestão, o político que disputou a vaga a prefeito em 2016, considera muito grave, e quase irreversível o processo de empobrecimento vivenciado hoje em Teresópolis. Salomão ainda cita o fato do prefeito Mario Tricano solicitar afastamento de suas atividades para cuidar de questões pessoais como uma prova de que não é a coisa pública a sua real intenção. Salomão considera que um homem público precisa priorizar as questões relacionadas ao bem comum e não concentrar e usar de sua posição política para ganhar benefícios pessoais. “Lembro-me de duas situações aqui em Teresópolis que demonstra o quanto nossos gestores atuais não estão preocupados com as questões coletivas. Uma com relação ao momento em que o nosso setor de bijuterias enfrentou uma grave crise, perdendo grande parte das suas mais de cinco mil vagas no mercado e travando uma luta desproporcional com a concorrência chinesa. Naquele momento, ao invés do homem público ajudar o setor, utilizou-se de um momento de fragilidade para adquirir a antiga Hamil Suissa por um preço módico. Logo em seguida, na crise severa das instituições de saúde, ao invés de apoiar a um hospital como era a Casa de Saúde e lutar pelo seu funcionamento pleno, compra, também em leilão como no caso da fábrica, por preço de banana, o prédio que a unidade funcionava, apenas para deixar fechado. Isso é muito desrespeito com o município. Ao invés de se colocar com um servidor da população, como sempre propagou em sua trajetória, esqueceu-se do aspecto social e acumulou ainda mais riquezas”, disse Salomão. 
Segundo o ex-parlamentar, uma das questões mais emergentes hoje no município é a profissionalização, ou especialização da máquina pública. Questionado sobre o fato de algumas secretarias da cidade estarem sendo ocupadas de forma interina, e sem pessoas competentes a sua frente, Salomão focou sua análise na Saúde, segundo ele, o foco de muitos problemas vivenciados hoje. “Não é lugar de brincadeira ou experiência uma pasta tão grave e imperiosa como a Saúde. É um crime achar que qualquer um pode ocupar uma cadeira tão importante. É não se importar com a vida do outro imaginar que um amigo seu, apenas por ser seu amigo pode gerir uma pasta tão complexa. Isso não é gestão, isso é achismo e politicagem. Nossa saúde está um caos e as respostas de gestão precisam ser profissionais e capacitadas para tal. Eu sou ex-deputado, tenho história na vida pública, na máquina pública e nem por isso estou apto a ocupar uma cadeira como essa. É irresponsabilidade achar algo contrário a isso”, lamenta Salomão.

Ainda se referindo ao respeito que um gestor deve ter com a administração de um município, e também com relação aos princípios que devem ser obedecidos pelos mesmos, Salomão falou da necessidade de se investir na capacitação e valorização do servidor público, inclusive o próprio prefeito e seus cargos de confiança. “Uma proposta da reforma administrativa como pede Teresópolis hoje, é a de instituição de uma administração pública de resultados, exigindo qualificação do servidor público, profissionalização, produtividade e eficiência, ou seja, exige resultados. O novo servidor público é aquele que, prima pelos direitos e garantias fundamentais, resguardados pela constituição, tenha consciência cidadã de obrigação com a sociedade, de dedicação pelo patrimônio público e do trabalho eficiente e eficaz, com a prestação de serviços qualitativos à população”, enaltece Salomão.
Por fim, o político fez questão de enaltecer que uma gestão eficiente não somente aquele que não desperdiça dinheiro público, mas sim aquela que oferece bons serviços e qualidade aos munícipes. “Quando falamos de obedecer ao principio da economicidade, por exemplo, não estamos apenas falando da ausência de desperdício de recursos, mas sim uma ação administrativa que propicie ao cidadão a satisfação na resolução dos seus problemas. Não é suficiente usar com economia, zelo e dedicação os bens e os recursos públicos, mas também se faz necessária a produção de eficácia, ou seja, comprometimento político e institucional com um planejamento competente, ocasionando a obtenção de resultados sociais aspirados pela sociedade, oferecendo serviços de interesse social compatíveis com suas necessidades em extensão, qualidade e custos”, finaliza deixando uma mensagem para os eleitores teresopolitanos: “É muito importante o eleitor votar com consciência. Fazer escolhas erradas traz consequenciais sérias e que às vezes custam até vidas”, diz.

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