Visite nossas redes sociais:

edição digital

leia

Cidade ganha uma Reta redecorada de aniversário

Data: 03/07/2018

Em sua primeira edição, o Crocheterê vai trazer cor e vida à Reta durante todo o mês de julho e isso será possível com a produção de enfeites que vão cobrir todas as árvores das nossas avenidas principais

Anderson Duarte

Já são milhares de publicações com as árvores da nossa Reta cobertas de obras de arte em forma de crochê, e até o final do mês, a expectativa dos organizadores da primeira edição do Projeto Crocheterê, é que essas imagens sejam ainda mais replicadas, curtidas, compartilhadas, e a mensagem principal é a da união em torno de algo coletivo e belo. A ação é resultado de um projeto artístico idealizado por Marcia Filgueiras com inspiração no movimento “Yarn Bombing”. Ela foi viabilizada graças a adesão do grupo “Divas” e de voluntários de Teresópolis e Rio de Janeiro que vem, ao longo de meses, produzindo as minuciosas peças de crochê. São cerca de 60 árvores em torno de toda a extensão das avenidas Lúcio Meira e Feliciano Sodré, no canteiro central da Reta, que devem fazer do importante espaço público, um local muito mais agradável e aconchegante, tudo com o uso da técnica e a habilidade das agulhas.
O trabalho começou em 2017 com o envolvimento do Grupo Divas, que tem a participação do Grupo Costurando o Amanhã do Lar Tia Anastácia, do CRAS Alto e mobilizou um grande número de artesãos voluntários, da cidade e também do Rio de Janeiro. “Esse é um movimento internacional de arte urbana, chamado Yarn Bombing, que integra o crochê ao espaço público. Trouxe a ideia para Teresópolis, o projeto iniciou com o grupo de mulheres Divas e novos participantes foram aderindo. A decoração ficará nas árvores durante 30 dias, depois os trabalhos serão higienizados, reciclados, transformados em mantas e tapetes e doados”, explicou Márcia Filgueiras. Em entrevista ao Jornal Diário, Márcia ainda enalteceu sua origem teresopolitana e a vontade de trazer o projeto para sua cidade.
“Sou nascida e criada em Teresópolis, estou fora da cidade há quinze anos, mas assim que tive a inspiração deste projeto, imediatamente imaginei ele sendo realizado aqui em nossa cidade. Pensei e desenvolvi o projeto tendo como referência a nossa cidade e suas belezas inigualáveis. Acho que semear o amor por Teresópolis, incentivar o trabalho coletivo, resgatar e valorizar o fazer manual e abrir um espaço para expressão, está entra as nossas maiores missões com o Crochê Urbano. Aqui no Crocheterê, propomos um abraço à cidade, unindo de ponto a ponto a nossa comunidade e incentivando a criação de redes de colaboração em torno de interesses comuns”, enaltece Márcia.
Verinha Carneiro, do Grupo Divas, que se reúne para trocar viveres e saberes em colaboração a instituições filantrópicas da cidade, também participa da iniciativa. “Caímos de amores pelo projeto. É um presente para Teresópolis nesse 6 de julho, aniversário do município, e para alegrar a cidade de um jeito diferente”, pontuou. O CRAS Alto se mobilizou durante um mês para o Crochê Terê. “Fiquei feliz em receber o convite e mostrar o trabalho realizado pelo CRAS com os grupos de mulheres, que abraçaram a causa. Temos que participar e alegrar a cidade com esse trabalho coletivo”, comentou Adriana Marques, coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social. Coordenadora do projeto Costurando o Amanhã do Lar Tia Anastácia, do Rosário, Saionara Schumacher reuniu um grupo de voluntárias e também adotou uma árvore. “Mulheres da comunidade se juntaram ao trabalho, que divulga a produção do nosso projeto de geração de renda”, assinalou. As cariocas Dora Guilhon, Paula Santana e Clara Coutinho subiram a serra para participar do Crochê Terê. “Somos do Rio, costumamos vir aqui, soubemos da intervenção e aderimos. Somos um grupo que decorou quatro árvores. Foi uma união de amores ao projeto. Vai dar um colorido à cidade e tornar as pessoas mais humanas em relação ao lugar onde moram”, opinou Dora.
Já Igor Edelstein, presidente do CDL, apoiador oficial do evento, lembra da necessidade de todos nós apoiarmos e sermos replicadores do projeto. “Temos que aproveitar esse sentimento de mudança que experimentamos hoje aqui na cidade para também convocar a população a dar apoio para que esse belíssimo trabalho seja apreciado e respeitado por todos nós. E nós podemos fazer nossa parte, a empresa ou pessoa que deseja contribuir com esse projeto, por exemplo, ainda é possível através de contato com a CDL, temos muitas formas de contribuir. Lembramos que através de trabalho voluntário e doação de materiais como lãs, linhas, agulhas entre outros, assim como as pessoas que não dominam a técnica também podem participar com apoio no dia da instalação e na manutenção das obras. Gente, tem trabalho para todo mundo”, convoca Igor.
A idealizadora também lembra da capacidade propagadora que o projeto tem, assim como a sinergia com nossas características naturais. “O trabalho colaborativo nos faz refletir sobre o que podemos fazer quando nos unimos com um propósito. A cidade também é nossa, podemos e devemos contribuir com ela. A herança das artes manuais, transmitida entre gerações não deve ser esquecida. É um patrimônio cultural e está ligada intimamente ao DNA de nossa cidade. Que tal um pouco de inspiração para despertar o interesse por esses saberes?”, convoca Marcia. As obras ficarão expostas durante todo o mês de julho. E a ideia é que seja mais um atrativo turístico da cidade. O Crocheterê conta com o apoio da Prefeitura e das Secretarias de Turismo e Meio Ambiente, atestando a ação ecologicamente correta. O crochê pode ser uma forma de chamar atenção, já que às vezes, as pessoas passam por vários locais da cidade e não vem como é bonito ou um objeto, mas se você coloca algo de crochê, ela vai olhar. Você redireciona o olhar da pessoa. Se ninguém nota uma estátua e você coloca um cachecol nela, todo mundo vai olhar”, explica.

 

Compartilhar:






ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Estado do Rio tem sete casos de sarampo confirmados, cinco na capital

UPP da Cidade de Deus é extinta

Whatsapp limita encaminhamento de mensagens para combater fake news

Permanência Consular na Casa de Portugal dias 26 e 27

30 ANOS DO DIÁRIO DE TERESÓPOLIS

        2742-9977   |   leitor@netdiario.com.br   |  Rua Carmela Dutra, 765 - Agriões Teresópolis/RJ