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A cada dois dias um golpe é aplicado em Teresópolis

Data: 09/11/2017

Saidinha de banco: Em um dos casos "comuns", a vítima aceita comprar um suposto bilhete premiado sem sequer verificar os números sorteados, acreditando na alegação do autor "que está com o nome no Serasa e assim não poderá receber o valor do prêmio"

Marcello Medeiros

Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP) mostram que os estelionatários continuam agindo com regularidade em Teresópolis. Entre janeiro e agosto deste ano – último mês com levantamento finalizado – foram registrados no setor de plantão da 110ª Delegacia de Polícia 115 casos de estelionato, golpes de todos os tipos e aplicados principalmente em pessoas de mais idade. Na média, um ataque a cada dois dias. Importante lembrar ainda que o número final pode ser ainda maior do que o balanço feito pelo ISP por dois motivos: A Polícia Civil esteve em greve no início deste ano, deixando de registrar diversas ocorrências, e muitas pessoas acabam não fazendo a comunicação por vergonha de se envolverem em histórias mirabolantes em troca de algum benefício.
Em um dos casos “comuns”, a vítima aceita comprar um suposto bilhete premiado sem sequer verificar os números sorteados, acreditando na alegação do autor “que está com o nome no Serasa e assim não poderá receber o valor do prêmio”. Os números do Instituto de Segurança Pública, divididos mensalmente, são os seguintes: Janeiro (09), Fevereiro (09), Março (13), Abril (09), Maio (13), Junho (22), Julho (22) e Agosto (18). Nos próximos dias devem ser liberados os dados de setembro e outubro.
A orientação da Polícia Militar é que todo o tipo de crime seja comunicado, para facilitar assim a investigação e também o trabalho preventivo.  “Pedimos a população para que não deixe de comunicar mesmo um pequeno furto, que procure a delegacia para que, com esses dados, consigamos entender a necessidade do município. Só conseguimos enxergar o que está acontecendo com os números oficiais, os registros, e participação comunitária. Deixar de comunicar o crime pode fazer com que outra pessoa seja vítima do mesmo criminoso. Pedimos que você participe, que denuncie, que vá à delegacia, faça seu registro, nos comunique, para que possamos evitar que esse crime se perpetue. Queremos melhorar e continuar nessa batidas. Que as pessoas se mostrem, que se sintam indignadas com aquela que usa a droga, com aquela que faz a algazarra durante a madrugada, entre outros. Precisamos ser comunicados para agir”, enfatizou.
A PM disponibiliza os telefones 190 e 2742-7755, além do canal de WhatsApp 99817-7508 e a sua página no Facebook: 30º Batalhão de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. A Polícia Civil também recebe denúncias anônimas nos telefones 2642-9252 e 2642-7003, além do WhatsApp 98785-7728 e o e-mail denuncia110dp@gmail.com

Ação contra fraudes em vendas da internet
No final do mês passado, policiais civis da Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro fizeram uma operação para combater fraudes na venda de produtos pela internet. Vinte pessoas são investigadas por envolvimento com as fraudes que movimentaram quase R$ 1,2 milhão, na estimativa da Polícia Civil. O esquema funcionava da seguinte forma: O grupo anunciava produtos de baixos valores no Mercado Livre, um site de vendas, como esmaltes a R$ 1,99. Depois que a compra era realizada, uma etiqueta com código de barras era gerada para envio dos produtos pelos Correios. A venda era, então, cancelada e o grupo usava o código de barras para enviar produtos maiores e mais caros, como móveis. Os funcionários da agência dos Correios cobravam do Mercado Livre o excesso de peso. Os envolvidos no esquema anunciavam os produtos e eles mesmos compravam, apenas com o objetivo de gerar códigos de barras, já que essa era a forma de o grupo criminoso lucrar. Os investigados serão indiciados por estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa. Oito investigados são funcionários da agência dos Correios ou parentes desses empregados. Mais 12 pessoas são investigadas por criar os anúncios fraudulentos.

Como dificultar a vida da bandidagem
- Não acredite em “ofertas milagrosas” ou “negócios da china”, especialmente por telefone ou internet.
- Tome cuidado com pessoas que o abordam com promessas de prêmios ou brindes. A grande maioria dos casos não passa de armação.
- Se você for abordado por alguém dizendo ser policial, exija sua identificação funcional. É um direito e garantia que você dispõe.
- Não aceite ajuda de estranhos em caixas eletrônicos.
- Nunca aceite orientações de supostos técnicos de telefone que oferecem vantagens em tarifas (para telefone fixo ou celular) e pedem que você digite alguma sequência de números em seu telefone, visto que algumas formas de clonagem acontecem assim.
- Cuidado com benzedeiras, rezas, despachos, curandeiros e charlatões que falam em curas milagrosas.
- Reserve seus donativos para entidades idôneas.
- Vá sempre acompanhado na hora de fazer grandes saques, principalmente em caixas eletrônicos e se tratando de pessoa idosa. Os golpistas têm olheiros para informar quem está saindo com muito dinheiro.
- Na internet, atenção redobrada e dar preferência a websites conhecidos, de boa reputação, confiáveis e, que tenham números de atendimento ao cliente e endereço físico.

 

 






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